Quinta-feira, 18/09/2014
Como estava muito calor, fizemos um aquecimento a partir da manipulação do outro, em duplas. De olhos fechados, a ideia era mover o outro pelo espaço, aquecendo articulações. Papeis tendo sido invertidos, ambos fecharam os olhos a fim de deixar que o movimento fluísse, experimentando também outros planos, saindo do chão. Se cruzássemos com alguém, devíamos deixar a interação acontecer. A música de fundo era bem suave e me levou para um lugar bastante onírico.
Fiz o exercício com a Júlia, e depois penso que encontrei a Amanda e mais alguém. Interessante as sutilezas que aparecem, pois a escuta fica bastante acurada.
Depois, em dois grupos de cinco ou seis, fizemos o mesmo exercício. Todos de olhos fechados, nos manipulamos, mas agora cada um deveria fazer um relato do dia do seu personagem.
Hoje Antônio acordou, fez isso, fez aquilo...
Um por um, deixamos os relatos virem.
Em seguida, de olhos abertos, Giselle propôs uma movimentação em grupo: de forma limpa, sem entrar numa onda "contato-improvisação", devíamos nos mover pelo espaço, em contato, em bolinho. Deixar que o acaso e os olhares criassem as relações. Nessa proposta, agora deveríamos trazer também: 1- a própria voz do personagem; 2- um comentário do ator sobre o personagem; 3- uma narrativa sobre o personagem.
Depois juntamos o grupo, e não funcionou tão bem. É preciso ter uma escuta e entender e comprar o jogo do outro com muita fluidez. Às vezes a coisa se imbolava demais, não entendíamos muito bem.
Durante toda a experimentação, aliás, ponto importantíssimo: as PAUSAS. Sempre devíamos chegar numa pausa, tentando deixá-la se instalar, tentando deixar que a energia da pausa irradiasse. Dificil chegarmos nas pausas e controlar a ansiedade de se mover, mas quando acontecia era bem forte.
No final, conversamos sobre a experimentação. Foram interessantes algumas imagens que surgiram: Yasmin e o filho (camiseta), pressão na Myka; O elemento "es-go-ta-do" tirando a camiseta; Antônio e Susy: ela olhando no espelho e vendo Antônio; a questão do status - houve um momento em que de fato sentei e fiquei de pé em cima da Susy. Não sei se necessariamente utilizaremos isso em cena, mas a percepção do silêncio, da pausa e as possibilidades de narrativas/depoimentos/comentários certamente devem ser lembradas.
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