sexta-feira, 25 de julho de 2014

Do Grotesco e do Sublime

Domingo, 20 de julho

"A musa moderna verás as coisas com um olhar mais elevado e mais amplo [do que o cristianismo]. Sentirá que tudo na criação não é humanamente belo, que o feio existe ao lado do belo, o disforme perto do gracioso, o grotesco no reverso do sublime, o mal com o bem, a sombra com a luz". (pág. 27)

Uma natureza mutilada será mais bela?
O meio de ser harmonioso é ser incompleto?

Exemplos da comédia e figuras grotescas épicos: a cena de Menelau com a porteira do palácio (Helena, ato 1); a cena do Frígio (Orestes, ato IV). Os tristões, sátiros, cíclopes, grotescos; as sereias, as fúrias, as parcas, as harpias, são grotescas; Polifemo é um grotesco terrível; Sileno é um grotesco bufo. (Lorena: Grotesco-bufão) -> o grotesco antigo é um grotesco ainda tímido.

-> talvez seja mais interessante estudar personagens que segundo a divisão de Victor Hugo estão no Drama. Os seres mitológicos fazem parte da divisão Épica, anteriormente seria o Antigo (bíblico), e depois o Drama, que trata da vida, do homem, ilustrados nos personagens de Shakespeare.

No pensamento dos Modernos, o grotesco tem papel imenso: de um lado, cria o disforme e o horrível; do outro, o cômico e o bufo.



Estamira À Beira do Mundo, com Dani Barros. Inspiração.

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