Anotações:
Dependência estrutural da função paterna
Sexualidade abafada?
Caso Schreler: um pensamento “...de que
deveria ser realmente belo ser uma mulher se submetendo ao coito...”,
com
certeza para Antônio viria repleto de culpa e incompreensão
angústia
sempre teve tudo
a minha casa era cheia
de narcisos.
Queria ser igual ao pai,
o admirava, como exercia poder sobre as prostitutas, mas não sentia desejo,
pois era gay... isso gerou culpa e frustração, o que o levou a ser ainda
mais narcisista, centrado no seu eu, e a replicar o hábito do pai – de
contratar prostitutas. A mãe sempre dizia que ele se parecia com o pai, e que
ele iria continuar os negócios. Havia uma obrigação de ser parecido com o pai.
Nunca se apaixonou
Pai.... Pai... (o pai
depois passa a ser o rival – competição em relação ao desejo materno – complexo
de édipo) : agressividade, matar aquele que ameaça o desejo.
Um espelho que deforme
??
O que, possivelmente,
ocorreu com Narciso foi a falta da função paterna. Temos, então, um desejo
materno que visa a morte e uma função paterna que não operou. Narciso não tinha
outra saída senão a de ficar preso nessa relação narcísica mortífera. Não teve
a condição de se constituir como sujeito desejante.
Pai...
Pai... A minha mãe sempre dizia que eu me parecia com o meu pai, que eu ia
continuar os negócios da empresa. E eu queria ser igual ao meu pai. Poderoso...
A casa cheia de prostitutas. O perfume dos narcisos... A minha mãe não sabia,
mas eu sabia das festinhas
particulares! Eu sabia porque ele me levava. E eu queria ser igual a ele, comer
uma, duas, três... Mas não dava, não dá, não vai, não vai, não ia... Então eu
bebia e cheirava... Eu ficava tão louco. Eu queria matar meu pai, porque minha
mãe... ela não sabia das festas... e mesmo assim ela nunca estava comigo e
idolatrava aquele filho da puta.
Cena Terapia a partir dessa pesquisa e sugestões do Fernando depois da apresentação do texto bruto:
A casa tá cheia.
Cheiro de whisky, cigarro, sexo. Tudo é sexo. Perfume barato perfume de
narcisos. Minha mãe adora encher a casa de narcisos brancos.
Vc é tão parecido com seu pai.
Vc é tão parecido com seu pai.
Vc é tão parecido com seu pai.
(balança
pinto)
Não sobe,
não vai. Não sobre. Elas esfregam em mim mas não sobe. Elas esfregam
mas não adianta.
(agarra
pinto)
Eu sinto vontade de matar meu pai.
(gesto mãos aflito)
Sua tola, mesquinha, as putas !
(gesto mão narcísico) A empregada viu.
PERGUNTA CATARINA: Quando foi isso, Antônio?
(vai pra criança) - – Traz a minha mamadeira agora!!
(choro-para-choro-para- choro-para, começa a pegar no pinto)
CATARINA: Tente ir em um lugar que vc nunca foi.
(faz buceto)
Eu queria ser a mulher de Deus.
CATARINA: Estimule esse ponto que nunca fui tocado.
(vai para cu)
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